Doutorado

Tese 2019

Nome da autora : Vitor da Cunha Gomes

Título do trabalho: O ensino de língua italiana no estado do Rio de Janeiro e as políticas linguísticas: um estudo diacrônico

Resumo

Estudo diacrônico do ensino de língua italiana no estado do Rio de Janeiro sob a perspectiva das políticas linguísticas, desde a sua implantação no Colégio Pedro II, durante o período imperial, até a atualidade, compreendendo as consequências das políticas implementadas para o ensino de língua estrangeira, com foco na língua italiana. A pesquisa é motivada pela significativa presença italiana no estado do Rio de Janeiro,
confirmada a partir dos dados de recenseamentos (1872, 1906, 1920, 1940), pelas premissas da LDB (1996) e dos PCN (1998) sobre a valorização dos aspectos linguísticos, culturais, identitários e do poder da comunidade escolar em definir a língua estrangeira a ser ensinada. Surge, então, a necessidade de compreender o cenário ítalo-brasileiro do estado do Rio de Janeiro no sentido de atender a determinação da lei e a demanda da comunidade fluminense no direito à aprendizagem de línguas estrangeiras, na sua pluralidade. Para analisar as políticas linguísticas adotadas e seus reflexos no ensino da língua italiana, são averiguadas as leis, decretos e demais documentos que regem o ensino de línguas estrangeiras a partir do conceito de análise documental de Cellard (2010). No que tange ao aporte teórico sobre políticas linguísticas, a pesquisa é realizada à luz, principalmente, dos estudos de Calvet (2002, 2007), Rajagopalan (2003, 2004, 2005), Hamel (1988, 1993, 1995) e Bagno (2001), referências nos estudos sobre o tema. A análise dos documentos coletados indica que o ensino da língua italiana nem sempre se faz presente nos currículos escolares do estado do Rio de Janeiro. Outra contribuição deste estudo, é a reflexão sobre os elementos curriculares que promovem a homogeneização do ensino de línguas estrangeiras.

Palavras-chave: Ensino de língua italiana, políticas linguísticas, sociolinguística.

Riassunto

Uno studio diacronico dell’insegnamento della lingua italiana nello Stato di Rio de Janeiro dal punto di vista delle politiche linguistiche, dall’impianto nel Collegio Pedro II durante il periodo imperiale, fino ad oggi, comprese le conseguenze delle politiche attuate per l’insegnamento della lingua straniera, con particolare attenzione alla lingua italiana. La ricerca è motivata dalla significativa presenza italiana nello Stato di Rio de Janeiro, confermata dai dati del censimento (1872, 1906, 1920, 1940), e dai fondamenti della LDB (1996) e dei PCN (1998) sulla valorizzazione degli aspetti linguistici, culturale, identitario e il potere della comunità scolastica di definire la lingua straniera da insegnare. Sorge, quindi, l’esigenza di comprendere la realtà dello Stato di Rio de Janeiro al fine di soddisfare la determinazione della legge e la richiesta della comunità di Rio de Janeiro nel diritto all’apprendimento delle lingue straniere, nella loro pluralità. Allo scopo di analizzare le politiche linguistiche adottate e i loro riflessi nell’insegnamento della lingua italiana, le leggi, i decreti e altri documenti che regolano l’insegnamento delle lingue straniere sono investigati dal concetto di analisi documentaria di Cellard (2010). Per quanto riguarda il contributo teorico sulle politiche linguistiche, la ricerca è condotta alla luce degli studi di Calvet (2002, 2007), Rajagopalan (2003, 2004, 2005), Hamel (1988, 1993, 1995) e Bagno (2001), riferimenti negli studi sull’argomento. L’analisi dei documenti raccolti indica che l’insegnamento della lingua italiana non è sempre presente nei curricula scolastici dello Stato di Rio de Janeiro. Un altro contributo di questo studio è la riflessione sugli elementi curriculari che promuovono l’omogeneizzazione dell’insegnamento delle lingue straniere.

Parole-chiave: Insegnamento di lingua italiana, politiche linguistiche, sociolinguistica.

Abstract

A diachronic study of the teaching of Italian language in the State of Rio de Janeiro, from the perspective of Language Policy, from its implantation in Pedro II School during the Brazilian Imperial period, to present time, including the consequences of implemented policies for foreign language teaching, with focus on the Italian language. The research is motivated by the significant Italian presence in the state of Rio de Janeiro, confirmed by the census data (1872, 1906, 1920, 1940), by the premises of LDB (1996) and the PCN (1998) on the valuation of linguistic, cultural, identity aspects, and the power of the school community to define the foreign language to be taught. The need to understand the Italian- Brazilian scenario of the State of Rio de Janeiro arises, in order to meet the determination of the law and the demand of the community, considering its right to learn foreign languages in its plurality. In order to investigate the adopted language policies and their reflexes in the teaching of Italian language, laws, decrees and other documents that rule the teaching of foreign languages, are analyzed according to the concept of document analysis from Cellard (2010). In reference of the theoretical contribution on Language Policy, this research is carried out in the light of the studies of Calvet (2002, 2007), Rajagopalan (2003, 2004, 2005), Hamel (1988, 1993, 1995) and Bagno (2001), important references in the field. The analysis of the collected documents indicates that the teaching of the Italian language is not always present in the school curricula of the State of Rio de Janeiro. Another contribution of this study is the reflection on the curricular elements that promote the homogenization of the foreign languages teaching.

Keywords: Italian Language Teaching, Language Policy, Sociolinguistics

Cláudia Heloisa Impellizieri Luna Ferreira da Silva

Vice-Coordenador/Deputy Coordinator

Miguel Ángel Zamorano Heras

 

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