Doutorado

Tese 2018

Nome da autora : Bárbara de Oliveira Santos

Título do trabalho: As viagens de Lope de Aguirre e as mulheres viajantes em El camino de El Dorado (1947), de Arturo Uslar Pietri, e Lope de Aguirre: príncipe de la libertad (1979), de Miguel Otero Silva

Resumo

Esta tese realiza uma análise teórico-crítica comparativa das ficcionalizações das viagens do personagem histórico Lope de Aguirre nas obras literárias venezuelanas El camino de El Dorado (1947), de Arturo Uslar Pietri, e Lope de Aguirre: príncipe de la libertad (1979), de Miguel Otero Silva. A principal viagem narrada é a Jornada de Omagua y Dorado (1560-1561), na qual entendemos que as mulheres viajantes Inés de Atienza e Elvira, bem como a Coroa espanhola, estão profundamente associadas à rebeldia de Aguirre no Novo Mundo. Sustentamos ainda que essa rebeldia potencializa-se durante a viagem pelo rio Marañón, na região amazônica, em ambos os romances, sendo o primeiro mais tradicional que o segundo na abordagem literária do discurso histórico. Assim, buscamos compreender em tais representações como o olhar está implicado em complexas relações de poder, principalmente no tocante à paisagem. Para isso, contamos com o apoio das obras Olhos do império: relatos de viagem e transculturação (1999), de Mary Louise Pratt, Viajantes do maravilhoso: o Novo Mundo (1992), de Guilhermo Giucci; O olhar (1989), organizada por Adauto Novaes; Metamorfoses do espaço habitado: fundamentos teórico e metodológico da geografia (1988), de Milton Santos; A invenção da paisagem (2007), de Anne Cauquelin; e, por fim, Microfísica do poder (1982), de Michel Foucault. Afiançamos, desse modo, uma ampla reflexão sobre os diálogos entre literatura e história enquanto mecanismos de revisão crítica permanentes da identidade latino-americana.

Palavras-chave: Lope de Aguirre – viagem – mulheres viajantes – rebeldia – olhar – poder – paisagem – identidade latino-americana

Resumen

Esta tesis realiza un análisis teórico-crítico comparativo de las ficcionalizaciones de los viajes del personaje histórico Lope de Aguirre en las obras literarias venezolanas El camino de El Dorado (1947), de Arturo Uslar Pietri, y Lope de Aguirre: príncipe de la libertad (1979), de Miguel Otero Silva. El principal viaje narrado es la Jornada de Omagua y Dorado (1560-1561), en la cual entendemos que las mujeres viajantes Inés de Atienza y Elvira, bien como la Corona española, están profundamente asociadas a la rebeldía de Aguirre en el Nuevo Mundo. Sostenemos también que esa rebeldía se potencializa durante el viaje por el río Marañón, en la región amazónica, en ambas novelas, siendo la primera la más tradicional que la segunda en el abordaje literario del discurso histórico. Así, buscamos comprender en tales representaciones como se implica la mirada en complejas relaciones de poder, principalmente en lo que concierne al paisaje. Para tal, contamos con el apoyo de las obras Ojos imperiales: relatos de viaje y transculturación (1999), de Mary Louise Pratt, La conquista de lo maravilloso: el Nuevo Mundo (1992), de Guilhermo Giucci; La mirada (1989), organizada por Adauto Novaes; Metamorfosis del espacio habitado: fundamentos teórico y metodológico de la geografía (1988), de Milton Santos; La invención del paisaje (2007), de Anne Cauquelin; y, por fin, Microfísica del poder (1982), de Michel Foucault. Afianzamos, de este modo, una amplia reflexión sobre los diálogos entre literatura e historia como mecanismos de revisión crítica permanentes de la identidad latinoamericana.

Palabras-clave: Lope de Aguirre – viaje – mujeres viajantes – rebeldía – mirada – poder – paisaje – identidad latinoamericana

Abstract

This thesis proposes a comparative theoretical-critical analysis of the fictionalization of the travels of the historical character of Lope de Aguirre in the Venezuelan literary works El camino de El Dorado (1947), by Arturo Uslar Pietri, and Lope de Aguirre: príncipe de la libertad (1979), by Miguel Otero Silva. The main travel narrated here is the Journey of Omagua and Dorado (1560-1561), which demonstrates how the female travelers Inés de Atienza and Elvira, as well as the Spanish crown, were closely associated to Aguirre’s rebellion in the New World. We maintain that this rebellious spirit is potentialized during his travels in the Marañón River, in the Amazonic region, portrayed in both novels – in more traditional historical fashion in the
first novel than in the second. Thus, we seek to understand through these representations how the gaze is implicated in complex power-relations, specially in reference to the local landscape. In order to undertake this analysis, we make use of works such as Eyes of the Empire: reports of travel and transculturation (1999), by Mary Louise Pratt, Travelers of the Marvellous: the New World (1992), by Guilhermo Giucci; The gaze (1989), edited by Adauto Novaes; Metamorphoses of inhabited space: theoretical and methodological foudnations of geography (1988), by Milton Santos; The Invention of Landscape (2007), by Anne Cauquelin; and, finally, Microphysics of Power (1982), by Michel Foucault. Our intent is to propose, in this way, an ample reflection on the dialogues between literature and history as mechanisms of permanent critical revision of Latin-American identities.

Keywords: Lope de Aguirre – travel – traveller women – rebelliousness – gaze – power – landscape – Latin-American identity

Cláudia Heloisa Impellizieri Luna Ferreira da Silva

Vice-Coordenador/Deputy Coordinator

Miguel Ángel Zamorano Heras

 

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