Doutorado

Tese 2015

Nome da autora: Luciano Prado Da Silva

Título do trabalho: A relação literariedade, imagem e imaginários em …y no se lo tragó la tierra, de Tomás Rivera, e La frontera de cristal, de Carlos Fuentes

Resumo

Com a presente tese de doutorado, trabalho o tema da relação literariedade, imagem e imaginários na abordagem dos conflitos de alteridade entre mexicanos, chicanos e estadunidenses, à luz dos romances …y no se lo tragó la tierra (1971), de Tomás Rivera (1935-1984), e La frontera de cristal (1995), de Carlos Fuentes (1928-2012). Concedendo um todo romanesco a contos que podem ser lidos e compreendidos isoladamente, ambas as obras convergem na estruturação fragmentada de suas narrativas sobre a fronteira México-Estados Unidos e as problemáticas advindas de quase duzentos anos de contato e choque, identitários e culturais. Assim, a partir da leitura atenta dos corpora, meu objetivo é demonstrar as estratégias literárias usadas pelos autores para, por meio de especificidades próprias da literatura, estabelecerem contato com imaginários acerca das situações de conflito bi-fronteiriço suscitadas em seus enredos. Para tanto, a fundamentação teórica que norteia este estudo, em termos gerais, passa por textos do formalismo russo (1914-1927), para literaturidade, e de Gilbert Durand (2011) e Wolfgang Iser (1983), para as correlações entre ficção, imagética e imaginário. No tangente a considerações acerca de literatura, cultura e identidade chicanas, tomadas do romance de Rivera, colaboram os argumentos de Ramos e Buenrostro (2012). Já no que toca a questões de identidade mexicana levadas à ordem do literário por Fuentes, contribui diálogo entretecido para com as observações de Bartra (2000)
e García-García (2004). Após os estudos materializados nesta pesquisa de doutoramento, minha constatação é a de que ambos os autores dos romances em tela, mais do que apontarem para uma intencionalidade de composição com imaginários, deixam transparecer nas mostras aqui trabalhadas algo de seus posicionamentos político-ideológicos. Tais posições é que estreitam ligação, em maior ou menor medida, com imaginários prévios acerca dos eventos
potencializados pela linguagem literária impressa por ambos, cabendo também às instâncias de recepção do leitor o caráter de permanência e agregação das imagens verbais produzidas ao aspecto de realidade caro a um imaginário.

Palavras-chave: Literariedade. Imagem. Imaginários. Fronteira. México-EUA.

Resumen

Con la presente tesis de doctorado, trabajo el tema de la relación literariedad, imagen e imaginarios en el abordaje de los conflictos de otredad entre mexicanos, chicanos y estadounidenses, a la luz de las novelas …y no se lo tragó la tierra (1971) de Tomás Rivera (1935-1984) y La frontera de cristal (1995) de Carlos Fuentes (1928-2012). Al brindar un todo novelesco a cuentos que se pueden leer y comprender aisladamente, ambas obras coinciden en la estructuración fragmentada de sus narrativas sobre la frontera México-Estados Unidos y las problemáticas que advienen de casi doscientos años de contacto y choque, identitarios y culturales. Así que, a partir de la lectura atenta de los corpora, mi objetivo es demostrar las estrategias literarias usadas por los autores para que, a través de especificidades propias de la literatura, establezcan contacto con imaginarios acerca de las situaciones de conflicto bi-fronterizo suscitadas en sus enredos. De este modo, en términos generales, la fundamentación teórica que orienta este estudio pasa por textos del formalismo ruso (1914-1927), para literaturidad, y de Gilbert Durand (2011) y Wolfgang Iser (1983), para las correlaciones entre ficción, lo imagético e imaginarios. Con relación a consideraciones, desde la novela de Rivera, sobre literatura, cultura e identidad chicanas aportan los razonamientos de Ramos y Buenrostro (2012). En lo que toca a cuestiones de identidad mexicana llevadas hacia lo literario por Fuentes, contribuye diálogo entretejido para con las observaciones de Bartra (2000) y García-García (2004). Tras los estudios que en esta investigación doctoral se materializan, mi constatación es la de que ambos autores de las novelas en destaque, más allá de que demuestren evidencia de intencionalidad de composición con imaginarios, dejan traslucir en las muestras aquí trabajadas algo de sus posicionamientos político-ideológicos. Dichas posiciones son las que responden por estrechar ligación, en mayor o menor grado, con imaginarios anteriores respecto a los eventos potencializados por el lenguaje literario que ambos imprimen a sus narrados. Cabe, además, a las instancias de recepción del lector el carácter de permanencia y agregación, de las imágenes verbales que se producen, al aspecto de realidad propio de un imaginario.

Palabras clave: Literariedad. Imagen. Imaginarios. Frontera. México-EE.UU.

Abstract

This doctoral thesis discusses the relationship of literariness, image and imaginary by addressing conflicts of otherness among Mexicans, Chicanos and Americans. It is done in the light of the novels “…y no se lo tragó la tierra” (1971), by Tomás Rivera (1935-1984), and “La frontera de cristal” (1995), by Carlos Fuentes (1928-2012). Giving a whole Romanesque perspective to the tales – which can be read and understood in isolation – both works converge in the fragmented structure of their narratives on the US-Mexico border and the problems resulting from almost two hundred years of cultural-identity contact and shock. Thus, from the careful reading of the corpora, my goal is to demonstrate the literary strategies used by the authors to establish contact with imaginary about the bi-border conflict situations arising in their plots through specificities of literature. Therefore, in general terms, the theoretical framework that guides this study goes through texts of Russian formalism (1914-1927) for literariness; and through texts of Gilbert Durand (2011) and Wolfgang Iser (1983) for correlations among fiction, imagery and imaginary. In regard to considerations about Chicanos literature, culture and identity from Rivera’s novel, Ramos and Buenrostro (2012) give their contribution. When it comes to Mexican identity issues brought to literary order by Fuentes, Bartra’s (2000) and García-García’s (2004) observations collaborate to the dialogue. After the studies realized for this doctoral research, my finding is that, more than suggesting a composition of intentionality with imaginary, both authors of the novels analyzed show some of their political and ideological positions. Such positions narrow down connections, to a greater or lesser extent, with previous imaginary about events enhanced by printed literary language for both. It is also due to the reader’s reception instances the character of permanence and aggregation of verbal images produced by dear aspect of reality to an imaginary.

Keywords: Literariness. Image. Imaginary. Border. México-USA.

Cláudia Heloisa Impellizieri Luna Ferreira da Silva

Vice-Coordenador/Deputy Coordinator

Miguel Ángel Zamorano Heras

 

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