Mestrado

Dissertação 2019

Nome da autora : Vanessa de Azevedo Baeta Alves Pereira

Título do trabalho: Possessivos simples e perifrásticos de 3ª pessoa em variedades do espanhol: um estudo sociolinguístico

Resumo

No espanhol, a posse, na 3ª pessoa, pode ser expressa por pronomes possessivos simples como su(s), suyo(s)/a(s), assim como por formas perifrásticas como de él, de ellos, de ella e de ellas. Além de características morfológicas e sintáticas distintas, há também diferenças entre formas simples e perifrásticas no que se refere à recuperação do possuidor. Os possessivos simples são formas opacas morfologicamente às informações de número e pessoa do possuidor, pois não só servem ao quadro pronominal da 3ª pessoa (él, ellos, ella, ellas), mas também ao quadro pronominal de 2ª pessoa de cortesia (usted, ustedes). Os possessivos perifrásticos, por sua vez, recuperam claramente o possuidor de 3ª pessoa (él, ellos, ella, ellas). Essa opacidade morfológica no quadro das formas simples de 3ª pessoa é usualmente utilizada para justificar o uso das formas perifrásticas. Pelo fato de não carregarem as informações do possuidor, o emprego de formas simples criaria um contexto de ambiguidade referencial. Diante desse cenário, as seguintes questões nortearam essa pesquisa: 1) Como se
dá a distribuição entre possessivos simples e possessivos perifrásticos de 3ª pessoa no espanhol?; 2) Que fatores internos e externos condicionam a variação?; 3) Os possessivos perifrásticos seriam recursos utilizados exclusivamente para o desfazimento da ambiguidade provocada pelo uso das formas simples (su, suyo)? De uma forma mais ampla, as formas perifrásticas são empregadas em algum uso específico? Nesse sentido, o presente trabalho investiga a variação entre possessivos simples e perifrásticos de 3ª pessoa no espanhol, a partir de amostras de fala culta de 12 variedades do espanhol, disponíveis no corpus
Macrocorpus, e de uma perspectiva teórico-metodológica sociolinguística de base laboviana (WEINREICH; LABOV; HERZOG, 1968; LABOV, 1972; 1974). Apresentamos um total de oito fatores, entre internos e externos, controlados para verificar o condicionamento das formas em variação. São eles: a forma do possessivo, a natureza do antecedente (possuidor), a animacidade do possuidor, a posição do possuidor, o contexto de ambiguidade, a variedade do espanhol, a faixa etária e o gênero do falante. Ao fenômeno em questão os fatores de ordem externa revelaram-se indiferentes no condicionamento da variação, ao passo que, dentre os fatores internos, o contexto de ambiguidade mostrou-se o fator de maior relevância para o uso das formas perifrásticas em detrimento das sintéticas.

Palavras-chave: Possessivos em variedades do espanhol; 3ª pessoa; Formas perifrásticas; Formas simples; Variação Linguística.

Resumen

En español, la posesión, en 3ª persona, puede expresarse por pronombres posesivos simple como su(s), suyo(s)/a(s), bien como por formas perifrásticas, de él, de ellos, de ella y de ellas. Más allá de las características morfológicas y sintácticas distintas, hay también diferencias entre formas simple y formas perifrásticas en lo que se refiere a la recuperación del poseedor. Los posesivos simple son formas opacas morfológicamente a las informaciones de número y persona del poseedor, pues no solo sirven al cuadro pronominal de 3ª persona (él, ellos, ella, ellas), sino también al cuadro pronominal de 2ª persona de cortesía (usted, ustedes). Los posesivos perifrásticos, a su vez, recuperan claramente el poseedor de 3ª persona (él, ellos, ella, ellas). Esa opacidad morfológica en el cuadro de las formas simple de 3ª persona es usualmente utilizada para justificar el uso de las formas perifrásticas. Como no conllevan las informaciones del poseedor, el empleo de formas simple generaría un contexto de ambigüedad referencial. Frente a este escenario, las siguientes cuestiones nortearon esta investigación:
1) ¿Cómo se da la distribución entre posesivos simple y posesivos perifrásticos de 3ª persona en español?; 2) ¿Qué factores internos y externos condicionan la variación?; 3) ¿Los posesivos perifrásticos serían recursos utilizados exclusivamente para deshacer la ambigüedad provocada por el uso de las formas simple (su, suyo)? De una forma más amplia, ¿las formas perifrásticas son empleadas en algún uso específico? En este sentido, nuestro trabajo investiga la variación entre posesivos simple y perifrásticos de 3ª persona en español, a partir de muestras de habla culta de 12 variedades del español, disponibles en el corpus
Macrocorpus, y de una perspectiva teórico-metodológica sociolingüística de base laboviana (WEINREICH; LABOV; HERZOG, 1968; LABOV, 1972; 1974). Presentamos un total de ocho factores, entre internos y externos, controlados para la verificación del condicionamiento de las formas en variación. Son ellos: la forma del posesivo, la naturaleza del antecedente (poseedor), la animacidad del poseedor, la posición del poseedor, el contexto de ambigüedad,
la variedad del español, la franja etaria y el género del hablante. Al fenómeno en cuestión los factores de orden externa se revelaron indiferentes en el condicionamiento de la variación, mientras que, entre los factores internos, el contexto de ambigüedad se muestra el factor de
superior relevancia para el uso de las formas perifrásticas.

Palabras clave: Posesivos en variedades del español; 3ª persona; Formas perifrásticas; Formas simple; Variación Lingüística.

Letícia Rebollo Couto

Vice-Coordenador/Deputy Coordinator

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