Mestrado

Dissertação 2016

Nome da autora: Renata Dorneles Lima

Título do trabalho: La 31 e os limites da forma: Imaginários urbanos, fragmentação e inespecificidade do discurso na narrativa argentina recente

Resumo

Esta pesquisa, que trata da fragmentação no romance La 31 (una novela precaria), de Ariel Magnus, orienta-se no sentido de pensar em que medida as possibilidades encontradas pelo autor para a representação do espaço urbano se inserem em um conjunto de produções (suas e de outros autores) que problematizam determinadas fronteiras estabelecidas no campo literário e nos levam ao questionamento da própria noção de romance a partir da noção de inespecificidade, proposta por Florencia Garramuño. Outro ponto explorado é o diálogo que o autor trava com o cânone, reivindicado de modo direto ou indireto a relação de pastiche ou paródia com o estilo de autores e obras clássicas, sem endossar as grandes narrativas e o modelo do romance tradicional. Em La 31 (una novela precaria), Magnus produz uma obra fragmentada e plural não apenas na composição de narrativas descontínuas, mas também na estrutura não linear e na linguagem em que lança mão de gêneros textuais diversos, como a fábula, o relato curto, o discurso jornalístico e o texto teatral. O autor joga ainda com uma profusão de vozes que operam nas narrativas como o burburinho ou os murmúrios de uma comunidade popular, propondo um diálogo instigante entre território e fatura ficcional. São narrativas fragmentadas que contam o cotidiano de sujeitos que vivem em um território labiríntico que se esparrama pela cidade e a recebe dentro de si, levando à representação de uma sociedade fragmentada tal qual a obra. Para a figuração de tal diversidade de sujeitos e histórias, Ariel Magnus vale-se de uma radical experimentação narrativa, produzindo uma espécie de romance-collage que permite aprofundar as discussões sobre os limites da literatura e da concepção tradicional de romance.

Palavras-chave: Narrativa do contemporâneo; Território; Imaginário Urbano; Fragmentação; Obra-mosaico

Resumen

Esta investigación, que trata de la fragmentación de la novela La 31 (una novela precaria), de Ariel Magnus, se orienta en el sentido de pensar de qué forma las posibilidades encontradas por este narrador para la representación del espacio urbano se incluyen en un conjunto de producciones (suyas y de otros autores) que problematizan determinadas fronteras establecidas en el campo literario y nos hacen cuestionar la propia noción de novela a partir de la noción de inespecificidad, propuesta por Florencia Garramuño. Otro punto experimentado es el diálogo que el autor tiene con el canon, reivindicado de forma directa o indirecta la relación de pastiche o parodia con el estilo de autores y obras clásicas, sin endosar las grandes narrativas y el modelo de la novela tradicional. En La 31 (una novela precaria), Magnus produce una obra fragmentada y plural no solo en la composición de narrativas discontinuas, así como en la estructura no linear y en el lenguaje en que se vale de géneros textuales diversos, como la fábula, el relato corto, el discurso periodístico y el texto teatral. El autor juega aun con una profusión de voces que actúan en las narrativas como el bullicio o los murmurios de una comunidad popular, proponiendo un diálogo estimulante entre territorio y factura ficcional. Son narrativas fragmentadas que cuentan lo cotidiano de sujetos que viven en un territorio laberíntico que se desparrama por la ciudad y la recibe dentro de sí, llevando a la representación de una sociedad fragmentada tal como la obra. Para la figuración de esa diversidad de sujetos e historias, Ariel Magnus produce una radical experimentación narrativa, produciendo una especie de novela-collage que permite profundizar las discusiones acerca de los límites de la literatura y de la percepción tradicional de novela.

Palabras-clave: Narrativa de lo contemporáneo; Territorio; Imaginario Urbano; Fragmentación; Obra mosaico

Abstract

This research is about fragmentation in the novel La 31 (una novela precaria) by Ariel Magnus. It analyzes how the alternatives found by the novel’s narrator to represent the urban space compose along with other works (both by Magnus and by other writers) a set of productions that problematize some of the frontiers established in the literary field and make us question the form of the novelitself due to its unspecificity. This study also throws light on the direct or indirect dialogues established by La 31 with the canon through pastiche or parody, techniques that do not reinforce grand narratives or the traditional form of the novel. In his book, Magnus produces a fragmented and plural work not only as to the composition of independent narratives, but also toits non-linear structure and its blurring of genres – suchas the fable, the short story and the language of the newspaper and the theater. The writer also plays with a number of voices that function as whispers or murmurs of a popular community, proposing an instigating dialogue between territory and fiction. These are fragmented narratives that tell us of the everyday life of subjects that live in a labyrinthic territory that is spread all over the city and that receives the city inside it, representing a society as fragmented as the book. To the figuration of such a diverse amount of subjects and stories, Ariel Magnus makes use of a radical narrative experimentation, producing a sort of novella-collage that allows the discussion over the limits of literature and the traditional idea of the novel to be taken further.

Key-words: Contemporary narratives; Territory; Imaginary; Fragmentation

Cláudia Heloisa Impellizieri Luna Ferreira da Silva

Vice-Coordenador/Deputy Coordinator

Miguel Ángel Zamorano Heras

 

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