Doutorado

Teses 2020

Antonia Claudene de Lima Santos

Título do trabalho: Sí, se puede hablar: sujeito testemunhal e representação em três obras de testemunho mediado de mulheres indígenas

Orientador(a): Cláudia Heloisa Impellizieri Luna Ferreira da Silva

Páginas: 226

Resumo

O testemunho surgiu no cenário hispano-americano em um período histórico e social marcado pela reivindicação de direitos de grupos sociais subalternizados e pela luta pela enunciação de suas memórias e histórias dentro da cidade letrada. O objetivo central desse gênero narrativo é o outro e sua perspectiva histórica, suas narrativas e a construção de uma outra memória. Isso contribui também para a revisão das várias narrativas sobre o passado e a revisão da construção das representações sociais desses grupos feita pela sociedade dominante e pelos discursos oficiais ao longo dos séculos. Esse gênero discursivo possibilitou que o discurso de sujeitos subalternizados, como é o caso da mulher indígena no Peru, pudesse ser difundido, conhecido e reconhecido pelo poder público e pela comunidade letrada e acadêmica dentro e fora do Peru. Conforme apresentam-se nas três obras que tomamos como objeto de análise, Gregorio Condori Mamani/ Asunta Quispe Huamán. Autobiografia (2014), de Carmen Escalante e Ricardo Valderrama, Hijas de Kavillaca (2002), organizada pelo Centro de Documentação sobre a Mulher (CENDOC) e o Instituto Flora Tristán e Hilos de mi vida (2010), de Hilaria Supa Huamán e Waltraut Stolben, as relações entre mediação do discurso do outro, a construção do sujeito testemunhal e a representação da mulher indígena nestas obras demonstram o progressivo aumento da capacidade de gestão do próprio discurso desses sujeitos sociais, seu empoderamento e suas contribuições para a construção de outras memórias e representações acerca da mulher indígena em sua sociedade ao longo do tempo.

Palavras-chave: testemunho, gênero, interseccionalidade, literatura hispano-americana, mulher indígena

Resumen

El testimonio surgió en el escenario hispano americano en un período histórico y social marcado por la reivindicación de derechos de grupos sociales subalternizados y por la lucha por la enunciación de sus memorias e historias dentro de la ciudad letrada. El objetivo central de ese género narrativo es el otro y su perspectiva histórica, sus narrativas y la construcción de otra memoria. Eso contribuye también para la revisión de las distintas narrativas sobre el pasado y la revisión de la construcción de representaciones sociales de esos grupos hecha por la sociedad dominante y por los discursos oficiales a lo largo de los siglos. Ese género discursivo permitió que el discurso de sujetos subalternizados, como es el caso de la mujer indígena en el Perú, pudieran ser conocidos y reconocidos por el poder público y por la comunidad letrada y académica dentro y fuera del Perú. Según se presentan en las tres obras que tomamos como objeto de análisis, Gregorio Condori Mamani/ Asunta Quispe Huamán. Autobiografia (2014), de Carmen Escalante e Ricardo Valderrama, Hijas de Kavillaca (2002), organizada por el Centro de Documentación sobre la Mujer (CENDOC) y el Instituto Flora Tristán e Hilos de mi vida (2010), de Hilaria Supa Huamán y Waltraut Stolben, las relaciones entre mediación del discurso del otro, la construcción del sujeto testimonial y la representación de la mujer indígena en estas obras demuestran el progresivo aumento de la capacidad de gestión del proprio discurso de eses sujetos sociales, su empoderamiento y sus contribuciones para la construcción de otras memorias y representaciones sobre la mujer indígena en su sociedad a lo largo del tiempo.

Keywords: testimonio, género, interseccionalidad, literatura hispano-americana, mujer indígena

Abstract

The testimony emerged in the Hispanic American scenario, in a historical and social period marked by the claim of rights from subordinated social groups and by the struggle for their memories‘ enunciation as well as the stories within the literate city. The central aim of this narrative genre is the other and its historical perspective, its narratives and its construction of another memory. This also contributes to the review of various narratives about the past and the review on the social representation construction of these groups made by the dominant society and by the official speeches over the centuries. This discursive genre enabled that the discourse of subordinated subjects – such as the indigenous woman in Peru – could be widespread, known and recognized by the public power and by the literate and academic community inside and outside Peru. As it is presented in the three works we took as object of analysis – Gregorio Condori Mamani/ Asunta Quispe Huamán. Autobiografia (2014), by Carmen Escalante and Ricardo Valderrama, Hijas de Kavillaca (2002), organized by the Centro de Documentación sobre la Mujer (Documentation Center on the Women) and by the Instituto Flora Tristán (Flora Tristán Institute) and Hilos de mi vida (2010), by Hilaria Supa Huamán and Waltraut Stolben – the relations between the mediation of the other‘s discourse, the construction of the testimonial subject and the representation of the indigenous woman in these works demonstrate the progressive increase in the management capacity of these social subjects‘ own discourse, as well as their empowerment and their contributions to the construction of other memories and representations about the indigenous woman in their society over time.

Palabras-clave: testimony, gender, intersectionality, Hispanic American literature, indigenous woman

Letícia Rebollo Couto

Vice-Coordenador/Deputy Coordinator

Ary Pimentel

 

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